Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Que será feito do "Monstro"?

Gosto de alcunhas. Sou até daqueles tipos que gostam que o tratem pela alcunha.
Percebo, porém, que há umas quantas pessoas que não apreciam especialmente as suas.
 Aquelas clássicas tipo “vidrinhos”, “orelhas” ou “badocha” e que, tipicamente, são dos tempos da escola primária têm uma duração normalmente limitada e, na maioria das vezes, só são lembradas quando muitos anos passados encontramos o cidadão e, não conseguindo nós lembrar o seu nome, são nos rememoriadas pelo próprio. Nada de mais.

As piores são aquelas mais tardias,  de liceu ou inicio de faculdade. Essas pegam-se que nem sarna. E quanto mais venenosas, pior.

Imagine o cidadão o meu problema. Sou rapaz de memória limitada e com uma tendência para, repito, gostar de alcunhas.
A idade vai passando, vamos perdendo o contacto com muitas das pessoas com que nos fomos dando e, de repente, a descer o Chiado, encontro o “Baldinho” (diminutivo de baldinho de merda), muito bem arreado de fatinho Rosa & Teixeira acompanhado de um senhor também muito bem posto.  Que lhe digo eu? Então ó Balidinho?

E que posso fazer se encontro a minha velha amiga “Macinstosh” (homenageada em função dum acto sexual que muito apreciava e que rimava com o nome de um computador) com os seus três filhos e o seu sisudo marido? Hum?

Não é por mal. Tratá-los pelos nomes do Bilhete de Identidade seria como chamar elefante a um gafanhoto.
Prefiro mil vezes fingir que não os vejo do que fazer aquela típica cena ridícula que é dar um abraço meio forçado e lhes perguntar ao ouvido: “Ó Chichi, como é que te chamas agora?” 

publicado por Pedro Marques Lopes às 19:36
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