Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

You Christmas

Dizem por aí que um dia deixaremos de medir o tempo em antes de Cristo e depois de Cristo, para passarmos a mensurá-lo como aY (antes do Youtube) e dY (depois do Youtube).

 

Não sei se isso será bom ou mau. Sei que "jingle bells", dentro desse contexto, adquire toda uma nova tonalidade.

 

Por outro lado não sei se tenho vontade de cantar com os meus filhos, entre bilharacos, bolo-rei e DVDs do Noddy,

 

We wish you a Merry Youtube
We Wish you a Merry Youtube
And a Happy new home porn.

 

 

(Sim, eu sei que não costuma haver pornografia no Youtube, mas a piada não resultava de outra forma.)

publicado por João Bonifácio às 01:38
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Fazer as contas

O Alexandre Borges coloca aqui uma pergunta interessante:

 

"Se em 2002 um barril de petróleo custava 70 dólares, que correspondiam grosso modo a 77 euros e hoje o barril custa 105 dólares que correspondem a 66 euros, como é que se pode dizer que o petróleo subiu de preço?"

Tenho três simples respostas para o Alexandre:

 

a) vivendo nos EUA;

 

b) "Em 2000, o salário médio anual real em Portugal correspondia a 43,5% do salário médio anual real da Zona do Euro, ou seja, menos 0,5 pontos percentuais (-0,7%), enquanto em 2006 já correspondia a 40,9%, ou seja, tinha diminuído em 2,6 pontos percentuais (menos 6%)" -resumindo: o nosso dinheiro vale menos hoje do valia há uns anos.

(A citação é de Eugénio Rosa, economista.)

 

c) terceiro dado: o valor dos combustíveis é maior em Portugal que no resto da zona Euro. Então porquê?, pergunta o Alexandre, indignado, e olhando para os números que dizem que um barril de petróleo é x.

Porque o barril de petróleo vale x, na sua venda x+y, no seu tratamento em refinaria x+y+z e com os impostos que acrescem x+y+z+w, sendo que tudo isto varia de país para país (e de refinaria para refinaria).

 

Isto é: o valor do preço do barril do petróleo é uma coisa, o valor a que está à venda "nas melhores lojas perto de si" é outra.

 

(Por exemplo: compara os lucros da Galp em 2000, 2002, 2006 e 2008 e vais descobrir que aumentaram bem mais que a inflação. O meu salário, note-se, baixou mais que a inflação. Mas isso sou eu, que sou mandrião.)

 

E agora é fazer as contas.

publicado por João Bonifácio às 01:17
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Voltar

Tenho muito apreço pela revista Atlântico e sou um leitor atento das ideias inovadoras que lançam, da observação acutilante do nosso viver diário, da objectividade dos posts e, acima de tudo, do sentido de humor geral. 

 

Se não estou a trabalhar, ou a ler, ou a ver cinema, ou a correr ali no Jardim da Estrela, ou a lavar a banheira ou a atirar grainhas de uvas para as traseiras da casa de Cavaco Silva (meu vizinho) perco uns bons cinco minutos com as divertidas tricas e querelas que por lá se passam..

 

Mas apreciei em particular este post de Henrique Raposo em que Henrique Raposo, e passo a citar Henrique Raposo, diz:

 

"O Menezes é um grande líder e juro que vou voltar no tipo em 2009".

 

Interessa-me este conceito de "voltar" num tipo.

 

"Voltar" é dar a volta.

Dar a volta pode ser entendido como circundar, regressar ou como enganar.

Mas dá-se a volta "a" e não "em a" ou, como é o caso, "em o".

 

Para Henrique Raposo "voltar" em Menezes teria de estar nele.

Portanto, Henrique Raposo jura que vai circundar "o tipo" (estando nele), regressar ao "tipo" (estando nele) ou enganar "o tipo" (estando nele).

 

Outra hipótese seria a de aceitarmos "Voltar" como forma verbal derivada de "Volt", isto é: como forma de provocar corrente eléctrica em. Neste caso Henrique Raposo estaria a afirmar que iria provocar uma corrente eléctrica em Menezes.

 

Bem sei que é piada de 1 de Abril, mas ninguém me tira da cabeça que ou há aqui um acto falhado ou, "tipo", um arrebatador momento de humor de, "tipo", Henrique Raposo.

 

publicado por João Bonifácio às 00:09
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Coisas que só acontecem em Portugal

[Dedicado aos nossos amáveis, imprescindíveis e sempre produtivos Queirosianos]

 

Miúdos que não respeitam a autoridade

 

;

 

Problemas com aeroportos demasiado caros;

 

Prédios que caem sem responsabilidades serem apuradas;

 

Adepto de clube de futebol morre depois de confrontos;

 

Ministros postos em causa por causa de telemóveis;

 

enfim, há mais, mas eu sou preguiçoso, o que igualmente só acontece em Portugal.

 

(Alguns itens foram roubados ao Lisboa e ao maradona .)

publicado por João Bonifácio às 22:43
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Escrita Criativa III

O Nuno tem toda a razão acerca do génio criativo de Jon Favreau, puto de 26 anos também conhecido em alguns meios por Thomas Pynchon, noutros por Clutchy Hopkins, em ainda terceiros por Dick Diver e por último Vanessa.

 

Por exemplo, o argumento do vídeo abaixo foi escrito por Jon Favreau, puto de 26 anos que faz literatura. E não me venham fosga-se dizer que esta hilariante rábula não é progresso (imaginem uma coisa destas antes do 25 do A) e k isto k ki está n muda o mnd  (s isto n havia José Castelo Branco ou wtvr n s cumé k s escrv).

 

 

publicado por João Bonifácio às 18:40
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Escrita criativa II

Quem é que disse que a escrita, em especial, a escrita criativa, não pode mudar o mundo? Deixem-me ser utópico por um momento: Jon Favreau, um puto de 26 anos, pode mudar a linguagem do mundo. O rapaz que está por detrás dos discursos de Obama pode ajudar a alterar a forma de entendermos a linguagem política - e, em consequência, a própria política. Apreciemos ou não o candidato democrata - a avaliação não depende disso. Mesmo que Obama não ganhe, aquilo que Favreau anda a criar, mais ou menos em silêncio, nos ficheiros do seu portátil já está a ter impacto mundial. E isso não deixa de ter - arrisco a pirosice da expressão - a sua magia. Ele não é apenas um alinhador de ideias e discursos. É um tipo da escrita criativa. Não, não tenhamos medo da escrita criativa (há por aí algum ressentimento contra a "falta de substância dos discursos"). Um bom soundbyte pode ser substantivo. E ajudar a mudar mentalidades. Pode trazer nas veias, como se costuma dizer, o princípio da mudança e do  (se alguém disser que escrevi isto, desminto categoricamente) progresso.

publicado por Nuno Costa Santos às 15:15
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Escrita criativa

 

 

Tenho uma ideia bastante alargada e vagabunda da escrita criativa - costumo distendê-la com assumido prazer quando sou convocado para uns workshops (sim, termo indispensável a todo o moderninho) sobre o assunto. A escrita criativa pode ter fins artísticos, mas também pode ter objectivos puramente lúdicos e pessoais. Por exemplo, parece-me que não há exercício mais evidente de escrita criativa do que as trocas de emails colectivas. As trocas de emails colectivas são as cantigas ao desafio pós-modernas. E, tal como as cantigas ao desafio, podem dar origem a momentos memoráveis. Algumas das trocas de mails são textos muito divertidos de ler - e alguns até mereciam, quem sabe, devida compilação. Um diz mata, outro diz esfola. E ainda vem alguém exigir, de forma hilária, o enterro compulsivo da coisa.  Toda a gente se esforça para ser inventiva e engraçaducha sob o ponto de vista da forma e do conteúdo. O que pode ser irritante, por um lado.  E produtivo, por outro.  

 

Criam-se palavras, lançam-se aforismos de spa e café, engana-se propositamente a gramática e a pontuação. Joga-se com as palavras como os reformados jogam à sueca nos jardins da cidade. Como a malta de Chelas se lança, durante horas, ao improviso do rap. Em cada linha, a vontade de surpreender. A sedução, elemento fundamental a toda escrita criativa, é constante. A verve também (e as trocas de emails colectivas, ao contrário de outros exercícios de escrita, bem mais moles, são quase sempre enérgicas). Existe também  um lado de brainstorm, esse desorganizado ninho de muitas criatividades. O resultado pode ser chato e cansativo (e muitas vezes é; percebo o desespero de receber lençóis intermináveis de mails, muitas vezes incompreensíveis) mas também pode ser  vibrante e trazer rasgo. De uma conversa emailística colectiva, aparentemente inconsequente, saem, por vezes, achados e óptimas ideias - e também muita asneirola e tiro ao lado. Mas não há brainstorm sem disparate.

 

É claro que os SMS's também cabem neste item cada vez mais viajante da escrita criativa. Sobretudo os mais épico-românticos. Deixem-me, neste momento de entusiasmo, utilizar linguagem de evangelista televisivo: até na escrita criativa o amor é milagroso.  O mais desimaginativo burocrata, em instantes apaixonados, faz um esforço para enviar frases com efeito. E há quem possa, se tiver engenho e arte para tal, pensar até em ambições de escrita maiores. Li num artigo que saiu no último Courrier Internacional que há hoje no Japão escritores que se dedicam a escrever ficção para telemóvel. As entidades paternas que não desesperem sempre que os filhos estiverem a escrevinhar mensagenzinhas pela noite dentro. O adolescente pode encontrar futuro naquilo que se convencionou chamar,  num tom bem menos poético, "produção de conteúdos".  É como jogar à bola. Feliz a hora em que a mãe do Messi o deixou ir para a rua humilhar o mundo com as suas fintas.

publicado por Nuno Costa Santos às 13:28
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Capital da Solidão

No Domingo saí à tarde para ir à FNAC e andava às voltas para parar o carro quando encontrei um lugar graças às sinalefas de um arrumador.

 

Estava um céu tremendo de azul que a janada deitada no muro do metro do Chiado não viu, tal como os turistas que parlapeavam no seu chinês endinheirado. Comprei o livrinho que queria comprar, o jornal na Bertrand, evitei olhar de novo o céu porque a janada se interpunha no campo de visão e só ao chegar ao carro percebi que não era um arrumador e não eram sinalefas.

 

Era uma arrumadora e fazia uma estranha e suave dança com os braços para chamar a atenção dos automobilistas.

 

Pensei: há uma piada aqui, qualquer coisa a ver com a evolução da sociedade portuguesa, em como mesmo a arrumar carros as mulheres exibem um maior decoro higiénico, uma certa leveza e graça de gestos. Pensei: escrever 500 caracteres sobre a necessidade premente de estabelecer quotas femininas para a profissão de arrumador (arrumadora, arrumatriz, não sei). Há uma piada aqui.

 

Eu penso estas coisas. O António Barreto pensa outras. Ele pensa que alguns dos direitos dos alunos dos liceus, como "serem informados sobre os critérios de avaliação, os objectivos dos programas, dos cursos e das disciplinas" são "absurdos".

 

Depois leio na net que a águia Vitória, símbolo do Benfica, fugiu, desapareceu - antes ou depois do jogo - e dou por mim a pensar que talvez o mesmo tenha acontecido à lucidez do António Barreto (que eu tanto respeitava).

 

Ainda depois li um post do maradona e encontrei uma frase que, fico a pensar, gostava de ter escrito: "Cometi a liberdade".

Por norma escreve-se "Tomei" mas aquele "Cometi" faz sentido.

 

Isto do livre arbítrio que nos ensinavam nos liceus sossegados onde não havia telemóveis tem-me parecido sobrevalorizado. Se creio em alguma coisa (e creio que creio pouco) é que não dominamos o nosso pequeno cérebro, ele é que nos domina. Não acredito - há muito - na Liberdade.

Não me refiro a essa, fácil, de votos e eleições e não haver tanques nas ruas e poder pintar o cabelo de azul. Essa é fácil.

 

Refiro-me à Liberdade que alguns têm, ou sentem que têm e ainda por cima usam. A Liberdade de dizer que os direitos dos alunos dos liceus de "serem informados sobre os critérios de avaliação, os objectivos dos programas, dos cursos e das disciplinas" são "absurdos".

A Liberdade de dizerem - como hoje um professor (ou um legislador, não me ocorre) no Prós e Contras, a propósito dessa novidade que é "agora" haver alunos que tratam o professor por "tu" - que "é preciso trazer a autoridade para as salas de aula porque sem escola não há sociedade", sem por um segundo parar para pensar que a noção de autoridade mudou muito de Aristóteles até hoje, sem pensar que sem sociedade perdemos a escola e que uma não existe sem outra.

 

Esta Liberdade - preocupa-me. Esta Liberdade dos quem têm acesso à informação e ao conhecimento serem os primeiros a abdicar do raciocínio lógico, da tentativa de nos colocarmos no lugar do Outro (qualquer outro), apenas para auto-justificar uma biografia mais ou menos amarga, a sua classe mais ou menos protegida, esta Liberdade tão apregoada - assusta-me.

 

Não sei destas coisas, a minha vida não é isto. Escorrego em camisolas de lã que guardo da infância, tropeço num brinquedo de um puto de três anos, sou tão alheio à desgraça alheia quanto os outros a mim, não me apetece aturar esta gente cuja preocupação com o estado do mundo toma vez após vez a forma de decalaração implacável.

 

O meu mundo, nem mais nem menos simples, não tem muitas Liberdades. Reduz-se a cometer a liberdade de não atender a porta não vá aparecer-me o António Barreto de dedo em riste. A cometer a liberddade de ter o pudor de não atirar deturpações do mundo apenas para marcar posição.

 

Cometo apenas pequenas e irrisórias liberdades: a de ler um, dois versos que me mandam estar quieto e não escolher nada.

E cometo a liberdade de transcrever esses versos que resumem o meu minúsculo medíocre mundinho sem crenças na Liberdade:

 

"Amanhã será pior

ainda, eu sei: o hábito, a inércia,

o sem remédio da vida - tão pouco

haverá a salvar.

 

Por toda a cidade os desconhecidos

subirão outro degrau para o escuro

da noite, e a memória será talvez

um remorso"

 

Chama-se Espanta-Espíritos, é de um Poeta que ninguém lê - nem costuma cometer ou exercer Liberdades de espécie alguma - chamado Rui Pires Cabral, e está incluído num livro chamado "Capitais da Solidão".

Olho para esta gente toda a bramir sentenças, acirrados pela Liberdade dos outros pensarem diferente, retesados na sua incapacidade de olhar para o lado (ou para dentro), perco toda a vontade de fazer piadas sobre arrumadoras e penso:

 

capital da solidão.

publicado por João Bonifácio às 03:21
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O pai fala muito

Ouvi, por estes dias, a frase mais desconcertante que alguma vez me chegou. Foi o meu mais velho (vai nos 3 anos) que ma disse, com a calma tibetana que lhe é característica: “O pai fala muito”. Repete o que disseste, filho. “O pai fala muito”. As duas ou três pessoas que lêem este blogue e que me conhecem podem-se levantar. É triste ver pessoas já com uma certa idade deitadas no chão a rir . Às outras digo o seguinte: ao meu lado, o Jaime Gama é um histérico palavroso. Um dia em que diga 20 palavras é um dia de excesso para mim. Mas, para o puto, falo muito. Ok. Tá certo. A dona Adelaide já me havia comunicado que hoje em dia os putos nascem mais espertos. Ouvi muita coisa surpreendente na vida mas nunca tinha ouvido nada disto. Nem quando disseram que eu era um "homem extremamente divertido" e "um pão" conseguiram ir tão longe.
publicado por Nuno Costa Santos às 02:02
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uma não-crónica para a futilidade eventual da escrita

Queria escrever um texto sobre os amigos. Ou sobre a amizade, se assim preferirem nomear. O assunto, no entanto, está desde manhã a torcer-se na minha cabeça, mais preocupado com a fuga às colisões com os clichés e o kitsch que em dar com uma saída literária real.
A verdade é que “amizade” é uma palavra merdosa. Deu um mau filme de Spielberg, terríveis canções pop – com excepção dos Beatles - , filmes de domingo à tarde, hinos pirosos, associações de solidariedade entre isto e aquilo com uma aura de vacuidade só batida pelo tom geral com que se escrevem homenagens aos artistas quando morrem.
“Amigos” é um conceito demasiado largo. Nem é lato, é lasso. Cabe tudo lá. De maneira permissiva, preguiçosa, mole.
Toda a gente tem amigos, assim parece. Amigos na escola, amigos no trabalho, amigos do bairro, amigos do futebol, do teatro, da natação, do ballet, das férias. “Amizade” é a palavra mais bocejante desde que um antigo governo socialista inventou a “igualdade” enquanto ministério.
Eu queria era falar de ossos e sangue, de palmadas que doem nas costas e abraços sofridos. Queria falar do meu amigo que carregou ao colo o grand-danois ainda quente, falecido ao fim de onze anos de companhia e diálogos silenciosos, e o foi a enterrar no jardim. Queria falar dos amigos que aparecem nos funerais e não sabem o que dizer, dos que rebentam a chorar para não nos deixar a chorar sozinhos, dos que se envolvem em qualquer cena de pancadaria desde que haja dois lados e nós estejamos num deles. Sem perguntar nada.
Queria falar dos amigos que perdoam o silêncio dos egoísmos. Dos amigos maiores que nós, melhores, mais fortes, dessa sensação de admiração que libertam.
Queria falar dos amigos que gostava de ter como padrinhos de casamento, ainda que não queira casar. Dos amigos que merecem muito mais linhas que os milhares que escrevi já sobre amores breves como fósforos. Queria escrever com a fúria, a verdade e os tomates das grandes amizades. Mas vejo o meu amigo a carregar ao colo o corpo do grand-danois ainda quente, imenso e nobre como um cavalo, e percebo que escrever, às vezes, é maquilhagem inútil sobre a beleza óbvia das coisas.
publicado por Alexandre Borges às 01:38
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