Terça-feira, 19 de Julho de 2011

Essa mulata quando dança é a luz do sol

O melhor treinador de futebol de todos os tempos, José Maria Pedroto, dizia que ter um brasileiro na equipa era bom, dois era óptimo, três era como ter uma escola de samba no plantel.

O cidadão, a quem a crise não tenha tirado a possibilidade de ir dar uma voltinha para lá do Marão e tenha um conhecimento mínimo da vida e obra dum dos maiores vultos da cultura mundial, recordar-se-á amiúde das sábias palavras do grande Zé do Boné.

Como é do conhecimento geral os brasileiros tomaram conta do mundo. Não há cidade por mais desconhecida ou pequena onde não se ouçam ois, legais paca, sem essas,  ó bens, pooorrras e demais ditos. Diz que os nossos irmãozinhos estão todos ricos, e fartos de viver no paraíso decidiram observar ao vivo outros inferninhos (inferninho em brasileiro não é propriamente uma coisa má, mas isso agora não interessa nada).

Apesar de serem muitos, custa a perceber como é que conseguem estar em todo o lado e em, aparentemente, grandes quantidades. Não há aeroporto, museu, restaurante, rua por esse mundo fora em que o mais lindo português falado não se faça ouvir por cima do burburinho. Nota-se mais, aliás, quando o local exige uma certa moderação no volume dos decibéis.

Os japoneses precisam de andar em enormes grupos para se fazerem notados, eles e as suas máquinas fotográficas em vez de olhos, dois ou três brasileiros são o triplo deles. E não é só a tendência para estarem constantemente a puxar pela bateria. Não há gorda paquidérmica que não se mexa com graça, não há expressão que nos deixe indiferentes, não há desgraça que os atinja ou que, pelo menos, não os divirta.

Eles são como aqueles amigos ou irmãos que invejamos, mas no fundo adoramos.

São os que nunca passam despercebidos, os que mal entram numa sala se tornam imediatamente o centro das atenções; os que não precisam de dizer nada de especialmente inteligente ou interessante para serem os reis da festa, os que podem dizer as maiores barbaridades sem irritar ninguém.  

Pô, os nossos irmãozinhos são o nosso orgulho.

publicado por Pedro Marques Lopes às 01:05
link do post | comentar
1 comentário:
De Richard a 19 de Julho de 2011 às 15:30
Ta massa caro Pedro...mas também existe um Português em toda a parte do Mundo!

Agora para animar a malta, o Brasileiro é foda(quem conhece o Brasil, foda não é palavra indecente)

aBRAÇO e BIBÓ PORTO,carago!

Comentar post

Autores

Pesquisar

Últimos posts

Contra nós temos os dias

Do desprezo pela história...

É urgente grandolar o cor...

Metafísica do Metro

A Revolução da Esperança

Autores do Condomínio

Hipocondria dos afectos

A família ama Duvall

Notícias do apocalipse

Meia idade comparado com ...

Arquivo

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

Subscrever