Domingo, 5 de Junho de 2011

OK, do you want something simple? (auto-retrato forçado)

 [NB: Hoje é dia de eleições, em que se discute o destino colectivo. Nada melhor, portanto, do que um exercício narcísico que tive de efectuar há uns anos, a pedidos vários. Do que escrevi, tudo se mantém. Espero entretanto que o leitor tenha votado, isso sim bastante mais importante]

 

Pediram-me que ordenasse caracteristicas próprias, idiossincracias diversas. A primeira: ser avesso a fazer isso mesmo, pelo menos sóbrio. E quando deixo de o estar começo a dizer a verdade, o que é pior.

Assim sendo , aqui fica o que consegui encontrar, sem ordem de irritação para terceiros ou importância:

 

1.É-me dificil completar mais de quatro frases sem lá meter uma expressão idiomática anglo-saxónica, ou uma mera palavrinha que seja. Como tenho amigos que fazem o mesmo, não dou por isso; os outros aguentam ou maçam-se.

 

2.Tenho a mania de que sei gramática e escrever. Mas passa sempre. Basta ler Camilo e António Vieira.

 

3.Tenho uma obsessão de classe média pelas boas maneiras. «Manners before morals» não é para mim um aforismo giro: é a Verdade.

 

4.Sou excessivamente educado com empregados de mesa em particular e funcionários públicos em geral.

 

5.Pior ainda, justifico literariamente a alínea anterior mal tenha oportunidade («Estás a ver o Anthony Beavis do Eyeless In Gaza, do Huxley ?

Aquela parte em que ele é super-educado com uma florista porque assim se protege das« classes baixas»...). Deus me perdoe.

 

6.Aplico uma canção a qualquer episódio da minha vida, transformando-a assim num ciclópico musical.

 

7.Tenho a mania de que sou o português que mais sabe sobre Frank Sinatra e tudo à volta. E desculpem lá, provavelmente é verdade.

 

8.Quando vou conhecer alguém, gosto de ir carregado de preconceitos, para confirmar ou deslumbrar-me.

 

9.Fico contente por ficar triste (cá está: Glad To Be Unhappy, Richard Rodgers/Lorenz Hart)

 

10.Tenho a mania de me apaixonar, normalmente pela própria ideia desse estado.

 

11. Tudo o que está acima descrito é absolutamente inútil.

publicado por Nuno Miguel Guedes às 18:44
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