Quinta-feira, 31 de Março de 2011

falhar. falhar outra vez. falhar melhor.

é preciso tanto atrevimento para retormar as croniquetas ao som do samuel, beckett, não samuel johnson, nem samuel úria, ou outro desses teóricos da flor caveira, mas falhar é importante e eu vai não volta falho, por exemplo, queria ter escrito estes dislates ontem, quarta, e faço-o hoje, quinta desapontando camaradas de blogue e um ou dois indivíduos mais distráidos que ainda me dão atenção, coitados, ignorance is bliss, se calhar do que eu precisava era de um relógio, calhando basta um daqueles espetos no chão que medem o sol, que rica pretensão, medir o astro-rei e ainda saber se já são um quarto para as cinco, ou então uma ampulheta, se bem que uma dessas geringonças remete imediatamente para o astérix e os helvécios, e acabo de chegar ao topo da minha cultura, das minhas referências, mas esse álbum até é dos mais elevados, começa com uma orgia e com um cozinheiro que glosa o fellini, e depois sim, mergulha nas ampulhetas, eu sempre a lembrar-me do CUUUU-CUUUU, não acordem os hóspedes, CUUU-CUUU, vieira, abre a pestana e escreve a crónica, e ainda parodiam o fondue de queijo, não tarda sou eu que sou atirado ao rio com um peso amarrado aos pés pelos meus companheiros da bloga, e até se metem com a cruz vermelha, hoje seria impossível fazê-lo, já não se brinca com as ong's a não ser que nos chamemos fernando nobre e queiramos chegar a belém, como quem canta "havemos de ir a viana" mas no eléctrico 15, ou então consigam-me um daqueles relógios digitais casio, lembro-me de a minha falecida avó me levar ao relojoeiro em braga para comprar um e eu que não despegava os olhos do dono do estabelecimento que trazia entalado no olho um daqueles óculos de ver diamantes, ou de ver mecanismos sensíveis, suíços de preferência, os casio creio que vinham (vêm?) do oriente, mas as rodas dentadas aprumadinhas têm mais a ver com zurique genebra berna, CUUU-CUUU, está na hora de pores aqui um ponto final e acabares com a agonia, pelo menos até à próxima semana. à quarta? pois. faites attention.

publicado por Pedro Vieira às 11:33
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1 comentário:
De Sílvia a 1 de Abril de 2011 às 23:45
Ufa... :)
Dois pontos a focar: se por um lado, a periodicidade dos posts, à quarta (ou quinta de manhã), remete para uma ideia de segurança, estabilidade, de previsibilidade e compromisso, o que encerra em si uma vontade ordenada e determinada; por outro, anuncia a ausência do inesperado, afogando o momento criativo da escrita (pode não ser, ok...) e da leitura (é certamente) num acontecimento com data marcada, o que não diminui o mérito, de ambos (escritor que fala e leitor que escuta), mas que constrange o voo das palavras reduzindo-o a algo subjugado a regras temporais.
É o que penso.

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