Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Escrita criativa II

Quem é que disse que a escrita, em especial, a escrita criativa, não pode mudar o mundo? Deixem-me ser utópico por um momento: Jon Favreau, um puto de 26 anos, pode mudar a linguagem do mundo. O rapaz que está por detrás dos discursos de Obama pode ajudar a alterar a forma de entendermos a linguagem política - e, em consequência, a própria política. Apreciemos ou não o candidato democrata - a avaliação não depende disso. Mesmo que Obama não ganhe, aquilo que Favreau anda a criar, mais ou menos em silêncio, nos ficheiros do seu portátil já está a ter impacto mundial. E isso não deixa de ter - arrisco a pirosice da expressão - a sua magia. Ele não é apenas um alinhador de ideias e discursos. É um tipo da escrita criativa. Não, não tenhamos medo da escrita criativa (há por aí algum ressentimento contra a "falta de substância dos discursos"). Um bom soundbyte pode ser substantivo. E ajudar a mudar mentalidades. Pode trazer nas veias, como se costuma dizer, o princípio da mudança e do  (se alguém disser que escrevi isto, desminto categoricamente) progresso.

publicado por Nuno Costa Santos às 15:15
link do post | comentar

Autores

Pesquisar

Últimos posts

Contra nós temos os dias

Do desprezo pela história...

É urgente grandolar o cor...

Metafísica do Metro

A Revolução da Esperança

Autores do Condomínio

Hipocondria dos afectos

A família ama Duvall

Notícias do apocalipse

Meia idade comparado com ...

Arquivo

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

Subscrever